Nascida em Pequim, a chinesa Yuja Wang é uma jovem pianista clássica que vem ganhando o mundo com suas apresentações/performances impactantes e de um virtuosismo e inteligência musical impressionantes. Longe do tradicional, ela se apresenta em um nível diferente dos jovens artistas clássicos, com forte presença no palco, tem um lado fashionista (é musa da Armani e uma das embaixadoras da Rolex), bem humorado com seus vestidos justos, decotados/curtos/coloridos, de cabelos espetados e curtos e sapatos Manolo Blahnik com salto mínimo de 12 centímetros, mais parece uma estrela de rock.

“Se a música é linda e sensual, por que não se vestir à altura?”

A mãe bailarina e o pai percussionista de jazz a incentivaram e, aos 4 anos aprendeu a ler partituras, aos 6 anos começou a tocar no piano que os pais ganharam de presente de casamento. Estudou na China, onde foi desencorajada por um professor a tocar o instrumento (piano) “por ter mãos pequenas, fracas e frágeis.” Aos 15 anos mudou-se para os Estados Unidos e aperfeiçoou sua técnica no conservatório Curtis Institute of Music na Filadélfia, “sou feliz por ter aprendido tanto na China quanto nos EUA, pois tive referências musicais e pude melhorar minha técnica de maneira orgânica.”

Aos 20 anos de idade foi chamada às pressas para substituir a renomada pianista argentina Martha Argerich no Simphony Hall em Boston, (foi a primeira apresentação para o reconhecimento internacional) para tocar com a Orquestra Sinfônica de Boston, o complexo e rápido andamento do Concerto para Piano N.1 em Si Bemol Maior de Tchaikovsky. Foi ovacionada pela platéia e crítica.

De lá pra cá, faz 100 apresentações ao ano.

Agora, com 30 anos está em turnê solo pela América do Sul, toca dia 2 de Outubro/2018 na Sala São Paulo, dia 4 no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, dia 6 no Teatro Positivo em Curitiba, depois Argentina, Uruguai e Chile. “Sempre fico emocionada com a resposta do público diante de uma arte que é tão abstrata como a música clássica.”

E ela segue “Estarrecedora e inesquecível” (Jornal O Estado de São Paulo), com uma velocidade estonteante e técnica impecável, levando a música e os sentimentos que ela invoca/revela pelo mundo, como parte de algo maior que nós para nosso puro deleite.

Comentário

Deixe um comentário para andre balbino Cancelar comentário

Please enter your comment!
Please enter your name here